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Estude e seja adaptável: 85% das profissões do futuro ainda não foram criadas

03/04/2020   publicado por: Paulo André

Existe uma cultura, principalmente no nosso Nordeste de que devemos estudar e conseguir um concurso público. Só que esta realidade é cada vez mais rara. A falta de recursos financeiros por parte dos governos e o incremento da produtividade através da automação e da tecnologia diminuem as rotinas em todas as profissões, sejam elas administrativas como as que precisam de esforço físico.

Aqueles que viveram os anos 90, no século passado, mas há pouco mais de 20 anos atrás, viram surgir e desaparecer profissões como operador de telefax e telex (substituído pelo email), lanterninha de cinema e telefonista. A telefonista era quem fazia a conexão entre os aparelhos telefônicos, em um momento que não existia nem celular.

A empresa americana Dell fez uma pesquisa juntamente com o IFTF (Instituto pelo Futuro, em português). Nesta pesquisa, apresentada em 2019, eles entenderam que se depender da tecnologia, o futuro já começou. Hoje, as máquinas já trabalham de forma integrada com humanos e são ferramentas fundamentais para uma performance eficiente, especialmente nas grandes empresas. Nos próximos anos e décadas, elas trabalharão ainda mais para otimizar nossas ações e redesenhar as profissões.

A pesquisa, que contou com a participação de 3800 líderes de negócios de médias e grandes corporações em 17 países, incluindo o Brasil, estima que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 serão novos.

Entre as consequências dessa mudança na dinâmica de trabalho, profissionais já deixam de se dedicar a tarefas cotidianas, que são automatizadas. Em vez disso, suas demandas se concentrarão em atividades de raciocínio, gerenciamento, debates de escopos e testes e aplicação de novas ideias de inovação. Além disso, o estilo de trabalho também passará por alterações: haverá cada vez menos necessidade de estar em um escritório, por exemplo.

Quem imaginava há 5 anos atrás que teríamos a função de motorista de Uber ou entregador de aplicativo. Estas funções criam inclusive discussões jurídicas se são relações de emprego ou não. Até mesmo com disputas judiciais no STF sobre este caso.

Mas claro que não estamos no mundo do clássico filme “O Exterminador do Futuro” porque as máquinas precisam do ser humano até porque a nossa interação social e econômicas são motivos para o surgimento das novas tecnologias.

Atualmente temos que trabalhar habilidades que são reconhecidas pelas empresas que são diferenciais que pesam na hora da contratação. Entre estes cito os mais importantes com ter capacidade de liderança; capacidade de tomar uma decisão; capacidade de negociação; a capacidade de adaptação; e a capacidade de falar mais de uma língua (já que vivemos dentro de um mundo globalizado).

As instituições de ensino, os pais e principalmente aos estudantes e profissionais devem focar nesta capacitação. Estudar e ler nunca é o bastante até porque o mundo muda e se recicla constantemente. A capacidade de adaptação talvez seja uma qualidade inerente ao ser humano. E esta habilidade deve ser treinada e aprimorada por todos aqueles que querem um futuro mais estável em um mundo de competição global e acirrada.

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